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“Queremos viver o espírito olímpico” – Rui Jorge

Rui Jorge, Selecionador Sub-21 de Futebol deu uma entrevista exclusiva à revista Olimpo, abordando a presença da Selecção Nacional Portuguesa nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016

No Rio de Janeiro irá ter a oportunidade de voltar aos Jogos, depois de ter feito parte da seleção olímpica de futebol de Portugal que foi 4ª classificada em Atlanta em 1996. Será a hipótese de acabar com o sabor amargo que foi ficar à beira das medalhas. Mas para Rui Jorge, selecionador olímpico de futebol, ainda é muito cedo para traçar objetivos. Primeiro está a fase de apuramento do Europeu Sub-21. Assim como saber quem serão os adversários que terá pela frente. Mas certo é que a ambição é a palavra-chave e que se houver essa oportunidade, a formação das quinas irá querer viver o espírito olímpico, algo que para sua grande deceção não teve oportunidade de viver enquanto jogador nos EUA.

Olimpo – Assumiu o apuramento olímpico como principal objetivo no último Europeu Sub-21. Alcançada essa meta, o que pretende alcançar no Rio 2016?

Rui Jorge – Ainda não temos um objetivo traçado. Ainda estamos a uma distância considerável, sem que nos tenhamos debruçado a sério sobre isso. Há um longo caminho onde saberemos quem são os adversários, pois neste momento nem essa questão está ainda fechada.

Estar nos Jogos, por si só, é um motivo de orgulho e representa o alcançar de um objetivo, mas é fundamental saber quem teremos pela frente, que jogadores irão levar ao Rio. Vamos desfrutar o momento e tentar ser o mais competentes possível. Se o conseguirmos, os resultados vão aparecer.

Esta equipa poderá juntar duas equipas muito talentosas, os vice-campeões europeus de Sub-21 e a equipa que chegou aos quartos do Mundial Sub-20. Poderá ser a mais forte equipa de futebol que Portugal apresentou numa edição de uns Jogos Olímpicos?

A de 1996 não será fácil de bater, tinha excelentes jogadores… Estou a brincar [risos]. Mas o quarto lugar que conseguimos nuns Jogos Olímpicos não é fácil. Vamos ter pela frente, com toda a certeza, equipas muito fortes. E tradicionalmente as equipas europeias nos Jogos não conseguem grandes resultados, como a estatística facilmente o comprova [nota: a última medalha de uma seleção masculina de futebol europeia nos Jogos Olímpicos foi em 2004, a Itália, e a última de ouro, da Espanha em Barcelona 1992].

Certo é que teremos adversários fortes e para alcançar aquele resultado que as pessoas mais desejam temos um passo muito grande para dar.

Já viveu por dentro uns Jogos Olímpicos, o que distingue esta competição de todas as outras?

Infelizmente para nós, a nível de futebol em 1996, por ser uma modalidade disputada em várias cidades, foi mais um torneio de futebol, onde o espírito olímpico que idealizamos desde crianças quando vemos os Jogos na televisão, como a cerimónia de abertura com o desfile das várias missões nacionais, passou-nos ao lado. Estávamos a quilómetros de distância do foco das atenções. Nesse aspeto foi uma deceção para mim, que espero que não se repita nestes Jogos. Espero que no Rio possamos ter oportunidade de viver o ambiente olímpico que eu e nós todos idealizamos.

Confira a entrevista completa aqui.

Fonte do artigo: http://comiteolimpicoportugal.pt

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