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Cair e levantar!

Cair e levantar!

Realmente foi duro perder, mas o Judo é isto: cair e levantar! Aqui – Jogos Olímpicos e em qualquer outra competição, na vida – não se trata de merecer (isso são conversas baratas; um consolo que nos embala num berço de mãe e não nos permite dedilhar para além da zona do confortável, do quentinho); trata-se antes de no dia, no momento da oportunidade, fazer mais para alcançar mais, seguir mais longe… Leis darwinistas: seleção natural…
… O meu adversário foi eficaz, fez mais e melhor; aceito-o com a mesma fraternidade de um abraço de irmão. No entanto, arde dentro do peito uma grande certeza de que isto é apenas o início: um tigre com o orgulho ferido segue – sempre – mais forte; fui atirado para a sombra, mas eu próprio vou encarregar-me do meu renascimento: com suor e mais lágrimas. Chorei o que tinha que chorar sob o calor de um treinador que para mim é um membro da minha família; fiz o meu funeral com a promessa de um novo começo. Estou rijo e forte – como sempre -, não existo de outra forma (seja lá o que existir seja!) Mesmo aqui no chão, a lamber as feridas, posso afirmar que no próximo ciclo vou ser um dos melhores atletas da minha categoria: quero ser número 1 mundial. Num dos jantares aqui na aldeia encontrei o campeão olímpico, comprimentei-o – ele tem o que eu queira ter ao peito; foi mais do que uma saudação à sua glória – o início de uma batalha (um aperto de mão firme!)

Estas palavras causarão diferentes reações – como tudo o que nós enquanto seres humanos fazemos ou não fazemos nas nossas vidas; acima de tudo: somos sistemas reaccionais; escravos primeiro de um código genético e, depois, de verdades nossas que, embora se aventurem no espaço idílico do absolutamente verdadeiro, são sempre subjetivas. Abraçarei cada uma delas com respeito e ligeireza de espírito.

Com o poder que me foi concedido pelas leis do livre-arbítrio (“Deus quer, o Homem sonha e a Obra nasce”), uma promessa fica sentenciada, com toda a minha determinação e crença: vou trabalhar (muito!) mais, vou ter mais…

Obrigado a todos os que me apoiam e gostam de mim, críticas e conselhos de amor: as vossas intenções e sentimentos alimentam-me o coração, fazem-me continuar apaixonado neste desafio – sinto-me agradecido e especial! Obrigado a todos os que não gostam de mim, às críticas e discursos rafeiros: o vosso não-amor espicaça-me e, por causa de vocês, sinto-me protegido de uma tempestade em que vocês são os protagonistas… É um veneno que apenas corroí e faz vibrar os espíritos assanhados (De longe, nos muros do meu bairro: apenas vos contemplo e me moralizo – uma visão esclarecida do meu Destino)

‪#‎roadtotokyo2020‬

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